A Revolução possível

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Outro dia, quando critiquei a proposta de luta de Tarso Genro para os próximos anos da nossa esquerda, minha amiga Vera Spolidoro, me desafiou a sugerir uma alternativa melhor.

Talvez não seja ainda a resposta definitiva, mas relendo o livro de Jacob Gorender, Marxismo sem Utopia, vi algumas possibilidades.

Depois de dizer que o PT, que em certa época pareceu encarnar a possibilidade de uma solução socialista, se tornou, depois dos seus êxitos eleitorais, num partido social-democrata, Gorender lembra a greve de 1968 na França:

“O movimento foi iniciado pelos estudantes e já desencadeado, recebeu o apoio dos operários, dando lugar a uma greve de 9 milhões de trabalhadores com duração de 3 semanas. Sem dúvida, a maior greve da história.

Os trabalhadores foram os últimos a entrar no movimento e os primeiros a sair. Quando saíram, depois de concluir um acordo com o patronato e o governo, esvaziaram p movimento.

Numa conjuntura revolucionária, pode-se ter a expectativa de que o esquema se reproduza com um final diferente”.

Sintetizando sua ideia, Gorender diz que “a força social capaz de abrir caminho para a revolução só poderá ser o bloco de assalariados, dirigido por assalariados intelectuais. Um bloco constituído portanto, por segmentos variados no âmbito do trabalho assalariado, tendo a frente aqueles que são pagos para realizar tarefas intelectuais.”.

Esses acontecimentos no Equador e no Chile, não poderiam ser vistos como a repetição do maio de 68 da França?


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1 comentário em “A Revolução possível”

  1. Em pleno 68, numa assembleia de estudantes revolucionários , um lider operário pediu para falar, Dani le Rouge,ante protestos dos jovens,alertou-os: “Atenção !!! Aqui até os traidores têm direito à palavra “.

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