Aos amigos e inimigos.

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Como estamos chegando ao fim do ano vou aproveitar para fazer algo totalmente original nos meios de comunicação, uma retrospectiva dos principais fatos de 2018, obviamente vistos pela minha ótica pessoal.

O primeiro e maior de todos é a profunda desesperança no futuro do nosso país que sobreveio ao resultado das eleições presidenciais.

Depois daquele estelionato eleitoral que foi a eleição de Fernando Collor, em 1990, nas primeiras eleições diretas no Brasil após a ditadura militar, jamais se poderia esperar que o candidato vencedor de agora, fosse alguém que retrocederia ainda mais, alguém que colocasse como seu exemplo de Brasil, aquele tormentoso período, que começou em 1964 e se prolongou por 20 anos, com prisões, tortura e morte de milhares de brasileiros.

Todos nós, que zombávamos dos americanos por terem eleito um bufão como Donald Trump como seu presidente, fizemos pior,  elegemos como nosso presidente um ex-capitão do Exército, um indigente mental, que  tenta disfarçar sua fraqueza intelectual, com um discurso extremamente agressivo.

O ano que termina, alem da eleição para a Presidência de uma figura tão primária e tosca como Bolsonaro, será lembrado também como o ano em que uma farsa jurídica como a Lava Jato foi capaz de interferir diretamente nas eleições, ao prender sem provas, o candidato favorito à Presidência, Lula. Tudo sobre os olhares complacentes do Judiciário, do Parlamento e com amplo apoio da grande mídia.

Nessa altura do texto sobre o que foi o ano de 2018, me dou conta que pouco sobrou fora da Lava Jato, das eleições, do Lula, do Bolsonaro e do Moro, que merecesse entrar numa minha retrospectiva pessoal.

Talvez a decepção com mais um ano sem um grande título para o Internacional, ainda que em certo momento nossos corações colorados se enchessem de esperança.

Restou o prazer de ver que o grêmio também não foi longe, caindo no último momento, no que pode ter sido a nossa maior alegria esportiva do ano.

Para não dizer que nem tudo deu errado para nós, uma brasileira, não só viu Jesus Cristo, como teve um diálogo com ele num lugar extremamente imprevisível, uma goiabeira.

Foi também um ano que nunca se falou tanto na importância das mídias sociais, no Facebook e no Whats Apps, ainda que nesse campo das comunicações, eu continue preferindo a leitura da Zero Hora, porque é através dele e de boa parte dos seus comunicadores, que cada vez mais, acredito na minha teoria de que o ser humano foi uma experiência que realmente não deu certo.

Que 2019 não seja pior do que 2018, é o que desejo para meus amigos.

Para os inimigos, desejo que continue tudo assim como está.


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1 comentário em “Aos amigos e inimigos.”

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