Lula, o ingênuo

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Como os franceses têm Cândido, o otimista, de Voltaire, nós temos Lula, o ingênuo. Quando escrevi isso, alguns lulistas de plantão, inclusive o amigo Soneca,que não vejo há tempo, me criticaram.

Mas ser ingênuo pode ser apenas o outro lado da moeda do otimista. Durante algum tempo, Lula imaginou que, num passe de mágica, poderia colocar o Brasil sentado na mesa dos mais ricos países do mundo.

O Obama disse que ele era “o cara” e ele acreditou.

Mas não é assim que funciona o capitalismo internacional. As grandes potências,os Estados Unidos à frente, querem ver o Brasil como o fornecedor de commodities, como sempre foi.

A descoberta do pré sal alertou os Estados Unidos que a brincadeira tinha que terminar.

É assim que o capitalismo age. Em alguns países foi pela força. Aqui, através de eleições manipuladas.O novo czar da economia, o “posto Ipiranga”, vai entregar tudo.

Por incrível que pareça, a pouca esperança que resta é de que ainda exista um tipo de nacionalismo militar (aquele grupo do Geisel, por exemplo) que ofereça algum tipo de resistência a entrega total da nossa riqueza que mais interessa ao imperialismo, o petróleo.

E o Lula? Foi expulso do jogo e ainda não entendeu o porquê.


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