A vez de Haddad

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O atentado contra o Bolsonaro por um insano que diz ter obedecido uma ordem de Deus, mudou totalmente o panorama eleitoral  na disputa para a Presidência.

Em primeiro lugar, garantiu a presença do candidato do fascismo brasileiro no segundo turno – a menos que ele não sobreviva aos ferimentos, o que hoje  parece uma hipótese já afastada – e esvaziou as demais candidaturas de centro direita – Alckmin, Meireles e Álvaro  Dias – e deixou sem discurso os candidatos alternativos, como Marina,Boulos e Cabo Daciano.

Sobraram para enfrentar o Bolsonaro, apenas Ciro Gomes e Fernando Haddad, esse ainda necessitando de uma confirmação imediata do Lula.

É fundamental, que as esquerdas percebam que o ocorreu em Juiz de Fora vai polarizar o pleito entre esquerda e direita, tudo que os golpistas que afastaram Dilma – setores do Parlamento, do Judiciário, de toda a grande mídia e o imperialismo americano – não queriam que acontecesse.

É preciso nessa hora tornar claro para a população quais são os projetos em disputa em outubro para que os eleitores possam decidir com algum grau discernimento.

Por representar o único grande partido da esquerda organizado em todo o País, caberá ao PT comandar essa luta, propor os grandes temas a serem debatidos, saindo fora da discussão rasteira de quem é mais honesto e quem é mais valente para enfrentar os graves problemas do País que o Bolsonaro conseguiu emplacar.

Quinta feira,  num debate na Globo News, Fernando Haddad deu uma bela demonstração de que tem todas as condições de exercer esse papel.

Num programa, em que teoricamente seria sabatinado por jornalistas, enfrentou  um verdadeiro tribunal de inquisição,  formado por inimigos do PT, alguns razoavelmente articulados,  como Gerson Camarote e Cristina Lobo, outros raivosos demais para formular um pensamento  racional, como Miriam Leitão e Andréia Sadi e finalmente dois aparentemente entrados na senilidade,  como Fernando Gabeira (onde ficou  a pessoa que escreveu  O Que É Isso Companheiro?) e Merval Pereira.

Mesmo sendo constantemente aparteado, Haddad permaneceu sereno e com alguma ironia, foi desmanchando uma a uma as provocações do grupo de ativistas de direita, transfigurados em jornalistas e se mostrou uma pessoa extremamente preparada para ser o novo Presidente do Brasil.

Resta agora usar imediatamente os espaços da mídia e passar essa imagem aos eleitores.


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2 comentários em “A vez de Haddad”

  1. Respondendo a pergunta do blogueiro, o Fernando Gabeira, viu e conviveu com os intestinos da esquerda brasileira, mais específicamente o PT, e por isso, debandou, pois viu que a esquerda , é nefasta e absolutamente incompetente para resolver quaisquer problemas sociais, haja visto que em NENHUM país onde vigorou, se perpetuou senão pela força.
    Um exemplo bem claro e próximo : A Venezuela, que tinha padrões altos de vida ANTES da quartelada do Hugo Chávez, deixou o país tão empobrecido, que fogem para o BRASIL.
    Pensar dá trabalho,mas vale a pena !

    Abraços

    1. A ínclita Sra. Mônica ouviu o cantar do galo, mas ainda não o divisou claramente.
      Acontece….
      Remeto-a ao Joseph Stigliz e ao eu livro ” El precio de la desigualdad “.
      O autor é prêmio Nobel de Economia, 2002 e Professor Titular de Economia na Universidade de Columbia (EEUU)
      Volte depois da leitura. Antes, não, pois se trocarmos opiniões, sairei perdendo.
      Respeitosamente
      /Franklin Cunha

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