Dublê de corpo

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Fui ver na Sala Redenção da UFRGS, Dublê de Corpo, que Brian de Palma fez em 1984.

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, o cinema norte-americano se tornou dominador no mundo inteiro pela qualidade das produções geradas nos grandes estúdios de Hollywood.

A Metro, a Paramount, a Fox, a United e a Universal davam as condições técnicas e materiais para que grandes diretores tornassem realidade suas ideias. Kubrick Billy Wildner, Willian Wyler, John Ford e Hitchcock, entre outros, puderam produzir filmes memoráveis para a história do cinema apoiados e financiados por estes estúdios.

Brian de Palma, nascido em 1940, nunca foi uma unanimidade, mas tem em seu cartel filmes inesquecíveis, como Scarface, Carrie a Estranha, Os Intocáveis, Vestida para Matar e talvez o melhor deles, A Fogueira das Vaidades. No ano 2000, Missão em Marte foi um fracasso de público e crítica  e o afastou das grandes produções de Hollywood.

Esse ano produziu um filme de suspense na Dinamarca (Domino) e já está anunciando outro para 2019, no Uruguai, onde pretende usar o ator brasileiro Wagner Moura.

O filme que vi hoje – Dublê de Corpo – que ele roteirizou, produziu e dirigiu, é um dos menores em sua carreira, mas mesmo assim vale a pena assisti-lo até mesmo para comprovar a sua nunca negada intenção de recriar o estilo de Hitchcock.

Nesse filme até mesmo duas situações clássicas de Janela Indiscreta e um Corpo que Cai estão presentes. Do primeiro, De Palma, tomou a ideia do crime que ocorre sobre os olhos do voyer – James Stewart em Janela Indiscreta e Craig Wassan , em Dublê de Corpo. Do segundo, o problema físico que atrapalha nos momentos mais dramáticos dos filmes – a vertigem de Stewart em Um Corpo que Cai e a claustrofobia de Wassan, em Dublê de Corpo.

Filme cômico, de suspense,  pornográfico, de terror, Dublê de Corpo tem tudo isso em suas quase duas horas de projeção.

Para mim, não foi um tempo perdido.


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