Um circo mambembe

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Os jornalistas da RBS estão em festa com a negação pelo Supremo do habeas corpus em favor do Lula. A indefectível Rosane Oliveira saudou principalmente o voto do Ministro Barroso, o mais calhorda de todos.

O ridículo Fuck, com sua esvoaçante peruca, o seminarista Fachin, o primário Alexandre Moraes, a tatibitati Rosa Weber e até a Carmen Lúcia, fizeram jus ás suas biografias pouco nobres, o que surpreendeu foi o Barroso, com o seu alardeado perfil humanista.

Falando meias verdades, quis dar um tom humanista ao seu voto, mas se mostrou um homem ressentido com o PT que o indicou para o Supremo, talvez confiando na sua condição de defensor de perseguidos pela Justiça, inclusive, de Cesare Batista.

Citar casos de pessoas importantes, como o jornalista que matou a namorada pelas costas ou o jogador de futebol que matou três pessoas em acidente de trânsito e que demoraram para serem presos ou ainda continuem livres, por causa dos recursos processuais e atribuir isso à ação de advogados, pagos para defender seus clientes, é jogar com o desconhecimento das pessoas sobre os procedimentos jurídicos e esquecer as garantias da Constituição, que valem para todos.

O que o ministro Barroso não disse, é que os advogados têm prazos rígidos para cumprir e os atrasos se devem mais a morosidade dos tribunais nos julgamentos. No próprio Supremo existem ministros que pedem vistas de processos e levam anos para tomar uma decisão, caso dos ministros Gilmar Mendes e Fuck, esse na decisão sobre os direitos dos juízes a penduricalhos destinados a aumentar seus salários.

O ministro Barroso disse que a justiça só condena meninos pobres.

Correto.

Só não disse que colocar pobres e principalmente pretos na cadeia, é uma forma de defesa da sociedade capitalista para manter a divisão de classes.

Mas aí seria pedir de mais ao “humanista Barroso.

Como disse o Ministro Marco Aurélio, se é para atender o clamor das ruas e começar a atropelar a Constituição,é bom pensar que a população, de um modo geral, que ir à tripa forra, levando ao “paredon”, as pessoas pela menor suspeita de ter cometido um crime.

Aí, não se precisa mais de Constituição e muito menos do Supremo Tribunal Federal.


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