A volta do macho, empoderado e vencedor

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Este artigo de cunho totalmente científico é dedicado às amigas feministas Ingrid, Vera Spolidoro, Emma, Margarete, Vera Pelim, Lúcia, Tatiana, Vanessa, Lourdes, Isabel, Gisele, Cris, Denise,  Cida, Inara,  Adriana, Carmen, Lourdes, Rosane, Marilésia, Elenara, Rejana, Cau, Thaís, Yvana e tantas outras e deve ser analisado, não como uma provocação, mas como um alerta para os novos tempos que estão chegando

No ano de 2002 ,eu estava fazendo um curso sobre marxismo em Dresden e escrevia alguns textos literários para um jornal de João Pessoa, Paraíba, quando o Professor Hans Dieter Reinhardt, da Ruprecht-Universitat Heldelberg, foi citado pela mídia internacional pelos seus estudos sobre a possibilidade de uma regressão na idade biológica do homem.

Alguns jornais sensacionalistas chegaram a dizer que aquele filme, o Curioso Caso de Benjamin Button, com Brad Pitt, tinha sido expirado nas descobertas do professor Reinhardt, um especialista em genética humana que tinha feito suas experiências com nativos da Nova Zelândia.

Foi então que o pessoal do jornal de João Pessoa sugeriu que eu tentasse uma entrevista com o Professor Reinhardt.

Mandei uma carta para Heildelberg me apresentando e pedindo a entrevista (uma amiga minha traduziu para o alemão) e para a surpresa minha, logo recebi uma mensagem marcando o dia e hora para o encontro.

Quando me apresentei ao professor e fui saudado com um “bom dia” num português gutural e logo comecei a entender o porquê do Professor Reinhard ter sido tão solicito comigo, quando normalmente se recusava a falar com jornalistas.

Ele era casado com uma brasileira chamada Maria Tereza, negra e que tinha sido passista de uma escola de samba da Baixada Fluminense.

Mas, vamos ao que interessa.

Logo o professor me levou para sua sala de experiência e ajudado pela Maria Tereza, foi explicando o que estava fazendo.

Numa cadeira metálica, ligado a uma máquina enorme e cheia de mostradores, estava um homem dos seus 70 anos, magro, com ralos cabelos e um ar de conformismo.

– Este é o Franz – explicou o Professor – que tem se submetido pacientemente aos meus testes de regressão biológica.

Ele me mostrou então um relógio (pelo menos, tinha essa aparência) onde estava a sequência numérica , 72 10 15 12 25 5 , e explicou que esses números significavam a idade do Franz em anos, meses, dias, horas, minutos e segundos. Logo observei que o último número estava sempre aumentando.

O professor apertou então um botão vermelho e o marcador de segundos parou. Em seguida, ele injetou uma substância amarela de contraste,diretamente numa artéria do braço do Frantz, enquanto explicava

– Eu posso, apertando esse botão vermelho paralisar por alguns segundos o envelhecimento do paciente e quando apertar o botão amarelo, o relógio começa a marcar a sua regressão biológica..

De fato, o número 5, lentamente passou para 4 e mais adiante para 3, quando o doutor Reinhardt interrompeu a experiência.

– O Franz está muito cansado e não posso continuar com a experiência.

Maravilhado, fiz a pergunta óbvia.

– Quanto tempo de regressão o senhor já conseguiu?

– Vinte segundos, explicou ele. Mas é só o nício

Confesso que saí decepcionado de Heildelberg e nem escrevi a matéria para o jornal de João Pessoa.

Tudo aquilo para ganhar 20 segundos de vida.

Essa semana, li no Deutsche Zeitung que o Professor Reinhardt, já conseguira atrasar o relógio biológico da sua cobaia em 36 horas, 20 minutos e 13 segundos.

O assunto estava ficando interessante, pois é mais um dia de vida.

Agora a justificativa para o título desse texto ( A volta do macho, empoderado e vencedor): somente o macho tem condições de ter sua idade biológica regredida.. Pelo que entendi da notícia, as mulheres não poderão usufruir do processo pela ausência de testosterona na quantidade suficiente.

Caso minha avaliação do que explicou o professor Reinhardt esteja certa, eu, que hoje sou mais velho (um pouco) do que as amigas que citei, logo poderei ser, pelo menos biologicamente, mais jovem que elas.

 


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