Quem manda no Estado?

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Tem um velho ditado popular que diz que “o uso do cachimbo faz  a boca torta”. Há muito tempo que os jornalistas da RBS acham que além de informar, quase sempre de forma parcial, o que acontece no Estado, podem também transformar seus interesses  em objetivos de toda a população.

Como têm influenciado diretamente na escolha de governantes e parlamentares e algumas vezes até transformado seus antigos funcionários em senadores e deputados, seus porta vozes nos veículos da Rede, se acham mais poderosos do que realmente são.

A jornalista Rosane Oliveira é um caso típico dessa prepotência, que se manifesta nas situações mais comuns, onde ela pretende ter a última palavra, se sobrepondo, inclusive às decisões daqueles que, legalmente, são incumbidos dessa responsabilidade.

A escolha do novo Defensor Geral do Estado é um bom exemplo.

Durante a semana, os integrantes dessa categoria, cerca de 400 no Estado, foram chamados a indicar, em votação secreta, três nomes que deverão ser submetidos ao Governador para que esse, por decisão livre  e pessoal, escolha um deles como novo Defensor Geral.

No dia do início da votação, Rosane Oliveira publicou nota em sua coluna política, dizendo que o candidato da situação, que buscava a reeleição, tinha uma relação muito boa com o Governador, obviamente buscando condicionar os eleitores na escolha do seu representante.

Nesse fim-de-semana, ao informar que esse candidato tinha sido o mais votado, ela deu como certa a sua recondução ao cargo pelas suas relações pessoais com o Governador.

Estranho que uma jornalista se arvore a esse papel de interprete da vontade do Governador, quando, ao que parece, em nenhum momento recebeu dele essa incumbência.

Até pode ser que ele siga esse caminho, mas não deixa de ser estranho que a jornalista pretenda se sobrepor a um direito que lei atribui a ele, Governador e queira transformar num “fait accompli”, o que é uma questão em aberto, possivelmente esquecida que, recentemente,  Temer  escolheu Raquel Dodge como Procuradora Geral da União, quando ela foi a  segunda mais votada e não o primeiro, que foi Nicolao Dino, numa lista tríplice escolhida pelos Procuradores.


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