Lendo ZH

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Lendo a edição de final de semana de ZH, descubro que agora tudo vai bem. Que não existe mais desemprego, que a violência desapareceu das ruas e que o nosso grande problema é mandar embora um presidente corrupto, depois que ele já cumpriu seu papel no golpe.

Na primeira página, uma grande foto colorida de uma fábrica de Caxias (será um merchandsing?) e um manchete que diz que os bons tempos estão voltando.

Na terceira página, aquele cara de sempre informa que, quando entregarmos a segurança pública para os empresários, passaremos a viver tranquilos.

Claro que haverá alguns efeitos colaterais, como as mortes de pobres e negros na periferia das cidades. Mas, possivelmente, será por culpa deles que não querem trabalhar, quando sobram ofertas de emprego. Naquela fábrica de Caxias, por exemplo.

Ah…ainda tem a história dos pequenos fascistas da Fronteira, que dizem não ser violentos e que apenas não gostam do Lula. Possivelmente porque é nordestino, vai lá se saber.

Emoldurando o espaço no jornal tem uma bonita foto de costas de um desses fascistas com a bandeira do Brasil (tomaram conta dela) e uns ovos escondidos nas mãos. Certamente, a bandeira é para não ser confundido com uruguaios que votam na Frente Ampla e os ovos para fazer uma omelete para a família de algum pobre peão.


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