Como se tornar um machista

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No cursinho preparatório para a Primeira Comunhão, lá em Farroupilha, nos idos de 50, aprendi com o Padre Bombardeli que a gente pode pecar por atos, palavras e pensamentos.

Me ocorreu isso agora porque, ao comentar o procedimento de Fátima Bernardes, sempre a aos beijos e abraços com seu “garotão” em todas as publicações de variedades, identifiquei nisso uma necessidade de aparecer, talvez mandando um recado ao seu ex-marido de que ela conquista quem quiser.

Logo, todas as minhas “amigas” de esquerda no feicibuque (a maioria) identificou nisso um comportamento machista. Logo eu, defensor daquela frase da Rosa Luxemburgo que virou meu lema “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.

Elas devem ter razão: quando mais não seja, penso como um machista.Algumas dessas amigas foram bem duras comigo “Cada vez mais machista”, “Homem mais velho com mulher mais nova, pode. O contrário, não”. Fiquei impressionado com a semelhança nos argumentos.

Um ou dois “amigos”, que também os tenho, e parecem também ser de esquerda, ficaram em cima do muro, com uma acentuada tendência em concordar com as posições feministas. Até mesmo o Pintaúde, que sempre vem em socorro do “Mestre”, se manteve em silêncio.

Até ontem, eu não me considerava um machista. Hoje, com tantos depoimentos dessas “amigas”, inteligentes e cultas, só me resta assumir esse que é o maior opróbrio que um cara metido a intelectual como eu pode carregar, pior até que ser considerado um fascista, o de ser um machista. Bem que o Padre Bombardeli advertia: cuidado com os pensamentos.


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