Epifania

O Carlitos sempre foi um radical. Comunista, dizia-se da linha albanesa, só votava no PSTU e achava o Lula um direitista. Machista assumido, era grosseiro na avaliação das mulheres  – “mulher é como galinha, para ser boa tem que ter peito e coxa; ateu, zombava dos que acreditavam no dogma da virgindade de Maria, “se eu tivesse vivido na Galileia na época, seria diferente.

Hoje, para minha surpresa, encontro o Carlitos tomando suco de açaí num bar ecológico da Zona Sul.

– Tive uma epifania e tudo mudou.

– O que é isso, Carlitos.

– Uma aparição. Minha mãezinha me apareceu num sonho e me deu a direção para os caminhos do bem

–  Não é mais comunista?

– Deus me livre. Sou evangélico

– E o PSTU?

– Esquece, to com o Bolsonaro e não abro.

– E aquele velho machismo?

– Um erro pelo qual peço perdão todos os dias.

– E daí?

– Daí, Deus me ouviu e mudei de vida. Semana que vem vou me casar e iniciar uma nova vida.

– Quem é ela? Eu conheço?

– Não é ela. É ele.  O Jorginho, o menino do MBL que acabou com aquela exposição de pornografia no museu.

Como se tornar um machista

No cursinho preparatório para a Primeira Comunhão, lá em Farroupilha, nos idos de 50, aprendi com o Padre Bombardeli que a gente pode pecar por atos, palavras e pensamentos.

Me ocorreu isso agora porque, ao comentar o procedimento de Fátima Bernardes, sempre a aos beijos e abraços com seu “garotão” em todas as publicações de variedades, identifiquei nisso uma necessidade de aparecer, talvez mandando um recado ao seu ex-marido de que ela conquista quem quiser.

Logo, todas as minhas “amigas” de esquerda no feicibuque (a maioria) identificou nisso um comportamento machista. Logo eu, defensor daquela frase da Rosa Luxemburgo que virou meu lema “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.

Elas devem ter razão: quando mais não seja, penso como um machista.Algumas dessas amigas foram bem duras comigo “Cada vez mais machista”, “Homem mais velho com mulher mais nova, pode. O contrário, não”. Fiquei impressionado com a semelhança nos argumentos.

Um ou dois “amigos”, que também os tenho, e parecem também ser de esquerda, ficaram em cima do muro, com uma acentuada tendência em concordar com as posições feministas. Até mesmo o Pintaúde, que sempre vem em socorro do “Mestre”, se manteve em silêncio.

Até ontem, eu não me considerava um machista. Hoje, com tantos depoimentos dessas “amigas”, inteligentes e cultas, só me resta assumir esse que é o maior opróbrio que um cara metido a intelectual como eu pode carregar, pior até que ser considerado um fascista, o de ser um machista. Bem que o Padre Bombardeli advertia: cuidado com os pensamentos.

Voyeur

Ao lado de Norman Mailer (Canção do Carrasco), Truman Capote (A Sangue Frio) e Tom Wolfe (Fogueira das Vaidades), Gay Talese é um dos principais nomes do chamado jornalismo literário nos Estados Unidos.

Sua obra clássica é A Mulher do Próximo, um inventário sobre sexo, pornografia, censura e religião entre os os americanos nas décadas de 60 e 70.

Agora, aos 86 anos, Talese lança um novo livro,”Voyeur”, que já provoca escândalo nos Estados Unidos. Gerald Foos é um proprietário de um motel em Denver, onde se dedicou durante 15 anos a espionar e registrar os procedimentos sexuais dos seus clientes.

Talese usou todos esses registros para escrever seu livro, mas viu agora o jornal The Washington Post por em dúvida a veracidade dos relatos, depois que descobriu que Foos não foi dono do motel durante todo esse tempo.

O livro de Talese (que reconheceu publicamente que seu informante não era confiável) já está disponível no Brasil, em tradução da Companhia das Letras.

O que fazer do futuro?

Ao contrário dos zelotes, que se recusaram a pagar impostos ao opressor, o Império Romano e partiram para a luta uma armada contra o inimigo que ocupara suas terras, a elite intelectual judaica optou por uma linha conciliadora, escolhendo um daqueles  “loucos”, que pregava pela Palestina,  afirmando ser “filho de Deus” e dizia “daí a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”e o transformaram no símbolo de uma luta que incluía uma cisão com a ortodoxia judaica. Mateus, Marcos, Lucas e João, os mais conhecidos deles, escreveram a “história” fantástica de um deles – Jesus – e escolheram o número cabalístico – 33 – como o limite de sua vida.

Morrer jovem parece assegurar, nos livros de história, uma áurea de heroísmo, que os mais velhos acabam perdendo em suas vidas.

Assim, Alexandre Magno, o criador do grande império grego morreu aos 30 anos. Outros grandes generais conquistadores, como Cesar e Napoleão, morreram numa idade que hoje seria considerada precoce. Cesar aos 56 anos e Napoleão, aos 52.

Raymond Radiguet, o autor do admirável Le Diable au Corps (quem não leu o livro, pode lembrar do filme Adultera, de 1974) viveu só até os 20 anos.

Castro Alves, o poeta da Negritude, morreu aos 24.

Wolfang Mozart, aos 35.

Jimi Hendrix, aos 28.

Graças aos avanços da ciência e da melhoria das condições sanitárias, estamos vivendo muito mais anos, contrariando de alguma maneira, as regras da natureza.

Ainda que tenham prolongado nosso tempo de vida, os avanços científicos, não evitaram a decadência física.

Ao contrário dos animais (olhe para o seu gato de estimação) que conservam o viço e a beleza até o fim do seu ciclo de vida, nós ficamos feios e decadentes, a partir de certa idade.

Os homens perdem a força da sua testosterona e a mulheres entram na menopausa, sinais da natureza que o objetivo para o qual existimos, a preservação da espécie, foi cumprido.

A pele, antes lisa, fica enrugada. O que era para ficar ereto, cai. As articulações se enrijecem. Os cabelos,  desaparecem. Os músculos, antes rijos, se tornam flácidos. Como disse Gabriel Marcel, “a cada dia que passa, nos tornamos mais parecidos com o cadáver que seremos um dia”,

Mas, ninguém quer morrer.

O que estamos fazendo, porém, desse bônus que recebemos da ciência?

Já que o corpo se corrompe mais a cada dia, apesar da alimentação sadia, do esforço na academia e da cirurgia plástica, por que não investir no “espírito” e não no corpo apenas?

Condição da matéria viva, o espírito, a consciência, a razão, seja lá qual for o nome que quisermos dar a ele, resiste muito mais do que o restante do ser humano.

Ao contrário do herói que morre aos 20 anos, podemos ser “heróis” aos 70 e até os 80 anos, investindo nele.

Mas, para isso, precisamos ler, nunca parar de ler, porque nos livros está o caminho para desafiar às nossas ignorâncias.

Na tecnologia, nas ciências humanas, como a política, a história e o direito e nas artes, todas elas, estão os caminhos que nos ajudam a nos tornar seres humanos cada vez mais longe da origem animal em que tudo começou.

Nos dedicarmos a elas, é a melhor opção

Apesar disso, encontramos por aí um mundo cheio de “velhos bobos”, homens e mulheres, preocupados apenas em continuar vivos, iguais ao que foram seus pais e seus avôs.

São os alienados politicamente, os incultos, os ignorantes, os racistas, os que vivem para ficar ricos, desperdiçando a oportunidade de investir na parte do seu ser que mais resiste ao tempo.

No final, estaremos todos mortos, os conscientes e os alienados.

Ficará viva apenas a lembrança do que tivermos feito.

Talvez seja pouco, muito pouco,  mas é o que nos resta.

Ao vivo do Calvário

Um grande escritor pode escrever livros menos importantes, mas mesmo assim muito interessantes, caso do americano Gore Vidal (1925/2012).

Autor de obras clássicas, como Império, Washington DC e Burr, Gore escreveu um pequeno livro, cheio de ironias e que merece ser lido: ao Vivo do Calvário.Graças a um extraordinário avanço tecnológico, a rede de TV NBC conseguiu voltar ao passado e vai transmitir ao vivo a crucificação de Cristo.

Herdeiro de uma tradicional família americana, Gore Vidal começou cedo na literatura com o livro A Cidade e o Pilar (1948), que escandalizou a sociedade americana por falar abertamente sobre a questão do homossexualismo.

Gore, um gay assumido, foi o roteirista de Ben Hur (1959), dirigido por Willian Wyler e segundo contou depois, conseguiu colocar na relação de Ben Hur (Charlon Heston) com Messala (Stephen Boyd) um viés homossexual. Segundo ele, Heston, um machista assumido e presidente do Clube do Rifle, nos Estados Unidos, nunca se deu conta disso.

Oportunidade perdida.

As vezes dá vontade de dizer – viu, bem feito.

O PT esteve no poder durante 14 anos, mas teve medo de exercer o poder. Parecia pobre pedindo licença para se servir na mesa dos burgueses.

O Lula e a Dilma formaram o atual quadro do Supremo,onde o PT não tem voto. Deram poder aos Procuradores da República e à Polícia Federal, que em agradecimento denunciaram o Lula e vão prendê-lo.

Aí vêm com essa conversa mole de “postura republicana”.

Tiveram, como nenhum outro presidente, principalmente o Lula, um mandato popular para exercer o poder, mas se esconderam atrás de um discurso, dito republicano, coisa que o FHC, por exemplo, nunca fez.

Isso sem falar na Rede Globo, tratada a pão de ló pelo Lula e pela Dilma na hora de distribuir as verbas publicitárias que sustentam esse monstro.

Agora, não adianta reclamar

O homem que amava as mulheres


Ele morava sozinho num apartamento de um velho edifício perto da Usina do Gasômetro, na Rua Washington Luís, que ele insistia em chamar de Pantaleão Teles.
Quando perguntei porque esse saudosismo, ele disse que nem sabia quem era o tal Pantaleão, mas não gostava do Washington Luís, “aquele representante da elite paulista varrida pela Revolução de 30”.- Depois a Pantaleão era a rua de muitas mulheres, uma rua de meretrício, por isso mudaram o nome.
-Esses caras têm horror das mulheres.
Mulheres, era por isso que eu estava agora naquele apartamento. Ele soubera que eu havia escrito alguns livros – livros que a bem da verdade, poucos leram – e agora queria que eu escrevesse sua biografia.
E tinha até pronto o título do livro
O Homem que amava as mulheres.
Falei para ele que já havia o livro do Padura fazendo sucesso – O Homem que amava os cachorros – mas ele disse que não tinha lido e era de mulheres e não de cachorros que ele queria falar.
Disse também que havia um filme do François Truffaut de 1977, com este título.
-Eu vi esse filme. Acho que ele não vai se incomodar que eu aproveite seu título.
Como não tinha dinheiro para pagar meu trabalho, ofereceu em troca do meu trabalho sua biblioteca com centenas de livros e uma coleção de garrafas de uísque intocadas.
– Os livros, não posso mais ler porque estou quase cego e em relação a bebidas, só tomo vinho.
Essa explicação ele me deu, enchendo meu copo com um malbec argentino.
Passamos a tarde juntos.
Eu tinha levado o gravador e registrara suas histórias, prometendo que depois que escrevesse alguma coisa, voltaria para conversar com ele.
Nunca mais o vi.
Ou vi apenas nas páginas policiais quando encontrei a notícia de que um ancião que vivia sozinho num apartamento da Washington Luís, havia sido encontrado morto e seus vizinhos disseram que era um sujeito muito estranho.
O jornal o classificou de misógino. O jornalista imbecil que escreveu isso, deve ter pensado que o termo de origem grega significava um sujeito solitário, quando o significado verdadeiro era de um homem que odeia as mulheres.
Logo ele, que, acima de tudo, amava as mulheres.
Fui então procurar o velho gravador de pilha e comecei a relembrar as frases entrecortadas do seu depoimento.
O livro, não vou mais escrever, mas algumas das frases que ele disse, gostaria de dividir com vocês:
– O homem só existe por causa de uma mulher
– Mesmo quando não valem nada, elas são maravilhosas
– As mulheres me deram tudo, inclusive a vida.
– Amei centenas de mulheres. Muitas delas nunca ficaram sabendo. A maioria me traiu, mas nunca tive ódio delas.
– Amei desde as estrelas do cinema, até àquela menina de óculos que frequentava a missa das 10 na Igreja São João e nunca soube da minha existência.
– Sempre fui eclético nos meus amores cinematográficos. Sonhei com os seios da Jane Russel, no Proscrito, com aquelas italianas exuberantes como o Gina Lolobrigida e a Silvana Pampanini e as metidas intelectuais, todas francesas, como a Jeanne Moreau, a Michele Morgan e a Simone Signoret.
– Tem os que não gostam das mulheres. Tenho pena deles. Li uma vez que, quando o pai não consegue impor limites ao filho, que está literalmente grudado na mão, ele interioriza as características femininas da mãe, inclusive seu objeto de desejo, o homem. Seria um novo triângulo, pai passivo/mãe dominadora/ filho efeminado. Meio complicado isso. Prefiro o Analista de Bagé, daquele menino, o Luís Fernando, filho do Érico
– Amei mais de uma mulher ao mesmo tempo e fui fiel a todas elas nessas ocasiões. Elas, não.
– Vou confessar. Sou polígamo por natureza, mas gostaria que as minhas mulheres fossem monógamas. Bobagem. Elas são o que elas são.
– Traição? Nunca trai nenhuma. Claro que eu não falava da existência das outras. Mas quando estava com elas, não pensava nas outras. Elas, sim, pensavam em outros. Uma delas, uma vez, trocou meu nome numa hora bem imprópria.
– Chamou de quê?
-Acho que de Maicon, ou coisa que valha. Um nome americano, desses de cantor de rock. Logo eu que tenho um nome bem brasileiro.
– Vou te dar o nome de uma mulher famosa que conheci biblicamente. Na Bíblia é assim: David conheceu Sara e ela deu a luz a Jacó. Ou seja, na Bíblia, conhecer é sinônimo de transar.
_ Nome dela é ….
Vocês não vão acreditar, mas a fita se rompeu exatamente nesse momento e não vamos ficar sabendo que mulher era essa.
Acho que vou organizar todo esse material e ver se existe algum editor disposto a publicar. A meu pedido a Carmen Cecília já fez uma ilustração para o livro, porque ela, além de ser uma grande artista, acredita no amor.
Eu, depois de ouvir o que ficou no meu gravador, também começo a acreditar.

Tatuado

O dia 31 de dezembro de 2030 era a data limite.
Há muito, ele fora advertido que não poderia passar nem um minuto mais da meia noite do ultimo dia do ano sem cumprir as obrigações a que todas as pessoas que pertenciam à Nação estavam sujeitas.
Ele era então o único adulto, com mais de 18 anos, que ainda não tinha nenhuma tatuagem na pele.
Nas ruas, o chamavam de provocador.
Isso ele ainda era capaz de suportar, mas o que não podia aceitar é que sua recusa em fazer qualquer tatuagem em seu corpo era razão suficiente, pelas leis que vigoravam desde 2025, de que ele fosse expulso do cargo de professor da universidade e tivesse todos seus ganhos congelados.
Vivemos numa sociedade que cultua as tatuagens e sua recusa em aceitar uma tatuagem, por menor que seja no seu braço, é uma afronta à nossa cultura nacional, lhe dissera o reitor, tentando convencê-lo a aceitar o que era visto pelas autoridades como uma prova de adesão ao novo modelo comportamental do país.
Os poucos amigos que até há um ano atrás ainda resistiam ao seu lado, logo capitularam, deixando-o só.
Ou aceitas uma tatuagem ou serás enviado para um campo de reeducação, lhe dissera o Delegado Regional do governo em sua última carta-advertência.
Ao meio dia do último dia do ano, seu prazo fatal, ele tomou seu carro e dirigiu durante 10 horas, sem parar, em direção ao Chuí para entrar no Uruguai, onde segundo se dizia, a sociedade até aceitava os não-tatuados.
Foi detido no contorno de Pelotas por uma Patrulha de Costumes e enviado de volta a Porto Alegre, onde foi encaminhado para o Centro de Recuperação Social de Viamão.
Depois de resistir durante algum tempo a aceitar a prática, um boletim divulgado há uma semana pelo serviço de imprensa do Centro, informou que ele estaria disposto a experimentar uma tatuagem provisória feita de hena para ver como se sentiria.
Hoje, uma nova informação diz que houve uma regressão no estado do paciente, que depois de aceitar fazer uma tatuagem em hena, escreveu no braço esquerdo a frase EU RESISTO, considerada pelas autoridades como totalmente inadequada.
A nota diz que o paciente continua sob observação e as autoridades não perdem a esperança de que ela seja ainda recuperável e antes do fim do ano possa ser um novo tatuado, ainda que num primeiro momento, com apenas alguns rabiscos no braço direito.

Noticias do Brasil

1)E o Moro tinha razão. O Lula não é só dono do triplex, mas também do Taj Mahal, na Índia (os BRICs era só uma fachada para seus negócios), Versailles, na França (apenas uma parte, é lógico),o Quirinal, em Roma (uma triangulação com a OAS e o Papa), o Queluz, em Portugal (ele tem uso fruto com a Dilma e um português que para se disfarçar usa o cognome de Manuel Joaquim) e dizem que tem um apartamento em nome de um laranja no Kremlin, com vaga na garagem, que ganhou do Putin, embora nesse caso sejam apenas indícios. A informação de que teria comprado o Palácio do Catete, no Rio, com dinheiro desviado de um posto de combustível, não foi confirmada, embora a Globo insista que seja verdade.

2)Eleições sem Lula é fraude! Voto nele e se ele não puder ser candidato, voto em quem ele indicar. Só não sou PT. Nunca fui, porque o PT, como foi também o PDT do Brizola e até mesmo o PMDB em alguns momentos, são partidos que querem aprimorar o capitalismo, tornando-o menos selvagem, enquanto eu quero destruí-lo.

3)Como ateu, penso que as pessoas podem escolher a religião que quiserem para se consolarem das dificuldades que a vida apresenta para todos e apostarem numa solução mágica para continuarem depois da morte. O que me parece constrangedor é ver uma das mais altas funções do Estado, a de Presidente da Assembléia, ser confiada a uma pessoa que diz incorporar um médico alemão, que ninguém conhece e fazer operações com uma faca de cozinha, prometendo cura até o câncer, explorando a crendice popular para se eleger deputado. Marlon Santos, que já foi do PFL e hoje é do PDT, foi o terceiro mais votado na Assembléia e tem sua base eleitoral em Cachoeira do Sul, onde pratica a sua medicina”, pelo qual já foi preso e condenado em 1998. Em outubro, pretende concorrer a deputado federal, certamente para piorar ainda mais o nível cultural da nossa representação em Brasília.

4) Cem mil pessoas na Procissão dos Navegantes,em Porto Alegre, inclusive o Júnior. Isso me deixa com poucas esperanças de que um dia o Brasil possa ser um grande país.