Warning

Compartilhe este texto:

Tudo de novo. Estamos em 2018. Ainda bem que agora falta pouco. Então, vou começar a me repetir. O que se segue, eu escrevi exatamente há um ano.
Sei que já tem muita gente duvidando da minha sanidade mental ao lerem estes textos que estou postando aqui no feicibuque. Até eu mesmo, as vezes fico na dúvida. Mas, estão realmente acontecendo coisas estranhas comigo nesse início de ano e por isso preciso deixar tudo registrado aqui nesse espaço e nos emails dos meus amigos. Honestamente, pelo andar da carruagem (essa é uma imagem um tanto gasta e até o final desse texto pretendo substitui-la) estou até preocupado que possa ser abduzido. Antes que isso ocorra, estou autorizando a que pesquisem na memória ran desse computador todos os indícios de um possível interesse dos alienígenas por mim. Loucura? É bem possível. Um amigo me recomendou fazer acupuntura. Outro, banhos em águas termais de Iraí. A Ingrid garante que se sou louco, mas um louco manso, que não ofereçe perigo a ninguém. Faço toda essa introdução, por quê? Porque a história que vou contar a seguir pode ser lida como uma coisa de louco. Mas, juro que é a verdade, toda a verdade e nada mais do que a verdade. Essa madrugada, estava vendo pela terceira vez aquela série Narcos, quando subitamente a tela ficou toda a preta. Achei que tinham queimados os miolos do computador. Após alguns segundos começou a piscar em letras vermelhas WARNING, enquanto de fundo soava uma sirene estridente. Ainda bem que não matei todas as aulas de inglês no Julinho e entendi logo que era algum aviso importante. Isso logo ficou comprovado quando surgiu a águia americana e aquele topete inconfundível sorrindo para mim. Dear friend. Isso eu também entendi, mas logo a voz em inglês foi substituída por uma versão em português. Ficou engraçado o Donald falando com uma voz que parecia da Merryl Streep. Como tinha um delay entre a fala e a tradução, ou porque no computador é sempre assim, estava difícil entender o que ele(ou ela) dizia. Certa altura, me pareceu que ele tenha dito – o crioulo já foi embora. Acho que era problema de tradução. O cara não seria assim tão racista. De qualquer maneira, mais adiante vou voltar aqui para apagar essa expressão. Agora, ele (ela) pelo que entendi, disse que queria dar uma imagem mais democrática ao seu governo. Já tinha resolvido a cota racial ( um negro, um índio, e um amarelo) e a de gênero ( uma mulher, um gay, e um trans) e agora queria resolver o problema político. Precisava de um anarquista e um comunista no seu governo. Como não encontrara nenhum nos Estados Unidos, ficou sabendo que havia dois em Porto Alegre, o Pintaúde eu. Agora, ele queria saber quem era o que dos dois e se possível gostaria de saber a diferença entre anarquista e comunista. O Donald estava comprovando que era realmente um grande ignorante, mas o que fazer, se tratando de um americano não se poderia esperar muito. Exatamente nesse momento quando eu ia começar a citar o Karl Marx, a ligação sumiu. Alguém já me disse que os computadores americanos são programados para desligarem automaticamente quando registram alguns nomes como Marx, Lenin, Lula, Fidel, Brizola, Maestri, Santiago, Schroder, Ferreti. Por que Ferreti, não sei, mas os outros nomes faz sentido. Foi isso que aconteceu. Agora estou na dúvida se tudo foi um sonho ou o Donald está contando comigo e o Pinta em Washington/ Se for o segundo caso, preciso saber se vou precisar passaporte ou basta a carteira de identidade para chegar lá? Será que eles aceitam real nos States? Vai dar pra ver jogos do Inter pela Copa São Paulo na TV ? Preciso saber todas essas respostas antes de tomar uma decisão. Acho que vou perguntar para o Aldo. Ah…tenho que avisar o Pintaúde que ele é o anarquista nessa história. Não abro mão de ser o comunista


Compartilhe este texto:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *