Luís Fernando Veríssimo, Governador

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Estou lançando Luís Fernando Veríssimo como candidato das esquerdas para o Governo do Estado em 2018.

Faço isso sem consultá-lo e possivelmente, sem a concordância dele, ou melhor, contra vontade dele.

Ele certamente vai entender que é hora de dar sua cota de sacrifício pelo Rio Grande e impedir que tenhamos mais quatro de um governo, no mínimo tão ruim quanto esse do Sartori,

Dizem que o Luís Fernando não gosta de falar em público. Melhor, ele lerá seus discursos na televisão e nos comícios.

Caso não ganhe a eleição, poderá usar o que escreveu para um novo livro de sucesso garantido.

E os debates na televisão, não serão perdidos pela sua famosa timidez?

Não precisará responder nenhuma pergunta idiota dos seus adversários.  Usará o direito de permanecer em silêncio e o público entendera.

Alguém dirá, mas ele não é um político, nem pertence a qualquer partido.

Melhor, isso hoje conta voto a favor. Certas ou erradas, não importa,  as pessoas hoje estão profundamente descrentes de partidos e de políticos.

Se o Luís Fernando não aceitar, vamos nos preparar para um novo governo do Sartori, na melhor das hipóteses, porque corremos risco de alguém da mesma família do Júnior, como aquele ex-prefeito de Pelotas, o Leite, virar governador.

Com a esquerda fora no segundo turno, teremos uma eleição entre o representante  do velho PMDB do clientelismo e dos negócios pouco claros e o representante da privataria tucana.

Resta saber para que lado irá a RBS na hora de decidir a eleição.

As esquerdas vão divididas mais uma vez e como no caso da Prefeitura de Porto Alegre, provavelmente  não chegarão ao segundo turno.

O PT, a principal força da esquerda, sozinho, não ganha a eleição. Seus eleitores são disciplinados, votam no candidato que a direção escolher, seja ele qual for, mas hoje  não elegem nem governador, nem prefeito.

A chance do PT era ter um nome maior do que o partido, alguém como o Lula.

Aqui no Sul, só o Olívio e o Tarso poderiam desempenhar esse papel, mas nenhum quer assumir o risco de concorrer e perder.

Engraçado é que os dois se dizem soldados do partido, mas escolhem a batalha da qual querem participar.

Restaria a Dilma. Mesmo não sendo historicamente do PT, chegou a Presidência duas vezes em nome do partido, e poderia tentar agora o Governo do Estado.  Embora tenha feito um segundo governo desastroso, cresceu muito no final, quando enfrentou com coragem e destemor todos aqueles senadores safados no dia do impeachment.

Tem a seu favor ainda o fato de ser mulher, algo que a mídia transformou, já há algum tempo, em capital eleitoral. Mas certamente não quer ser candidata, nem os dirigentes do PT possivelmente também querem.

Eles escolheram perder com Miguel Rossetto.

Dizem, os que o conhecem, que é uma pessoa honesta, afável e inteligente, mas como político nunca apresentou qualquer qualidade que o distinguisse daquele grupo de dirigentes partidários que só se destacam quando o seu partido está no poder.

Ex-dirigente sindical, virou vice-governador quando Olívio Dutra foi eleito governador, sem que os eleitores sequer soubessem que estavam votando nele.  Naquela histórica eleição de 1998, os gaúchos escolheram Olívio Dutra, com o seu estilo inconfundível  de fazer política, como o oposto de Antônio Britto, o candidato do mercado e da RBS e o Rossetto foi na carona

Nos governos de Lula e Dilma, Rossetto ocupou mais de um ministério, mas esteve mais tempo no Ministério do Desenvolvimento Agrário, cujo nome já identificava a preocupação tanto de Lula quanto de Dilma de compor com o latifúndio.

Não é por acaso, que a grande aliada da Presidente Dilma no processo do impeachment, tenha sido a senadora Kátia Abreu, que chegou ao Senado para representar os interesses dos ruralistas, como presidenta da sua confederação nacional.

Num país que nunca fez uma reforma agrária de verdade, Rosseto poderia ter aproveitado sua presença num ministério que teoricamente teria que comandar esse processo, para tomar algumas decisões que hoje serviriam para dar força ao seu discurso de candidato.

Se o fez, pouco se sabe disso hoje.

Os demais candidatos que a esquerda pode apresentar, do PSOL e PCdoB, dificilmente terão mais força que Rossetto e estão condenados também à derrota.

Só nos resta apelar para o “gauchismo” do Luís Fernando.

Se ele tiver alguma dúvida, se deve ou não aceitar, que consulte o Analista de Bagé.

 


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