A farsa da torcida mista

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Domingo tem Grenal e vai se repetir mais uma vez a farsa da torcida mista, gremistas e colorados dividindo o mesmo espaço.

A televisão vai mostrar várias vezes, durante o jogo, os torcedores lado a lado com suas bandeiras com significados opostos.

Cronistas esportivos vão saudar em uníssono o evento como se fosse uma prova de civilidade, quando é mais um gesto a demonstrar o grau de alienação a que chegaram as pessoas, induzidas por uma mídia que se diz neutra em suas preferências clubísticas.

Sou contra.

Radicalmente contra, porque isso significa o esforço de alguns em acabar com o que levou Internacional e grêmio a alcançar a importância que hoje têm no cenário nacional, a rivalidade sempre presente em todas suas ações.

Antes que alguém me acuse de estimular algum tipo de agressividade entre as torcidas, quero deixar bem claro que sou totalmente contra qualquer tipo violência, nos estádios e fora deles e inclusive, discordo da existência das tais torcidas organizadas onde práticas violentas são comuns.

Na hora do jogo, a torcida do Inter deve ficar de um lado e a do grêmio de outro. No final, quem quiser, pode se encontrar civilizadamente para comemorar a vitória ou lamentar a derrota.

No campo, somos adversários e adversários não confraternizam enquanto a disputa não terminar.

Esse esforço de esmaecer a rivalidade entre lados opostos é comportamento típico da mentalidade alienada da classe média, que sonha com um mundo sem ideologia e sem confrontos.

Só que a realidade não é essa.

O mundo é dividido em classes sociais com interesses opostos. O futebol, em times com torcidas com cores diferentes e ambições que se opõem.

O sonho dos politicamente corretos é fingir que essas diferenças não existem, o que no final, na política, só serve para os interesses dos que eventualmente estejam no poder e no futebol, para tirar o brilho das competições.

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Minha vontade é que no domingo, os torcedores de vermelho de um lado, gritem “Vamo, Vamo, Inter” e os de azul, do outro lado, lamentem a derrota, mas que no final, na saída do estádio, possam gritar a uma só voz “Fora Temer”, nunca esquecendo que no segundo turno das eleições municipais, todos juntos, devem votar nulo.

Ou melhor, votar em Ninguém.20161017-votonulo

 


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